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Mostrando postagens de novembro, 2017

Povo do Céu

Tennins Povo do Céu Essas belas criaturas aladas foram importadas do budismo chinês, que foi influenciado pelos conceitos de seres celestes encontrados no taoismo e no budismo indiano. Tennins são mencionados em sutras budistas, e suas descrições formam a base para representações na arte japonesa, em pinturas, esculturas e peças de teatro. Originalmente os Tennins são considerados servos dos “Devas” (deuses em sânscrito na cultura hindu).  Habitam o céu budista como companheiros de Buda e Bodisatvas (seres iluminados), porém, algumas lendas retratam os tennins como criaturas solitárias que vivem em picos de montanhas. Muitos peregrinos já escalaram altas montanhas na tentativa de encontrar esses seres sagrados. Tennins são criaturas mais poderosas e com maior longevidade do que os humanos e demais seres celestiais, como os Yaksha (classe de espíritos da natureza responsáveis pela manutenção das raízes das árvores e dos tesouros naturais escondidos na terra). As tennyos (donzel...

O Homem sem cérebro

Um Homem sem cérebro Esta é a aventura de um moço famoso, conhecido na Argélia por vários nomes. Era como um louco que vendia a sua sabedoria, que zurrava como um jumento para ser ouvido, e que às vezes era muito esperto e invencível. Um dia, ele encontrou alguns amigos prontos para combater. Tinham escudos, lanças, arcos e muitas flechas. - Aonde vão desse jeito? - perguntou-lhes. - Você não sabe que somos soldados profissionais? Vamos participar de uma grande batalha, que promete ser muito violenta! - Muito bem, eis a oportunidade que eu tenho para ver o que acontece nessas coisas de que ouvi falar, mas que nunca vi com os meus próprios olhos. Deixem-me ir com vocês, só desta vez! - Está bem! Seja bem-vindo! E lá foi ele com o pelotão que se ia juntar ao exército. Ao chegar ao campo da batalha, a primeira flecha acertou-lhe em cheio na testa! - Depressa! Um cirurgião! - gritaram seus amigos. O médico chegou, examinou o ferido, meneou a cabeça e declarou: - A ferida é profunda...

Um Homem mau

O Homem mau Vivia numa cidade um homem que, na opinião de todos, era o cúmulo da ruindade... Vivia sozinho, não tinha amigos, não permitia que passassem em sua calçada, detestava animais, quando a bola dos garotos caia em seu quintal ele a furava... O povo dizia que quando ele morresse não haveria quatro pessoas para carregar seu caixão. Na mesma cidade vivia um outro cidadão que tinha uma peculiaridade: acompanhava todos os enterros que ali ocorriam e no cemitério tinha o hábito de louvar as qualidades do falecido, antes do caixão baixar ao túmulo. Aconteceu então um dia, que o homem ruim, morreu. E na cidade, onde se dizia que não haveria quatro pessoas para carregar o caixão, foi o enterro mais concorrido de que se tinha notícia, não pelo morto, mas pelo outro personagem, pois todos queriam ouvir que qualidades ele teria para louvar naquele morto. Quando o caixão estava pronto para baixar ao túmulo, todos olharam para o homem que ia elogiar o morto. E o homem disse: - Coita...

Um Gesto

Um Gesto Um jovem pegava todos os dias o mesmo trem, no subúrbio onde morava, até o centro da cidade, onde trabalhava. O trem sempre passava por um viaduto de onde se podia ver o interior de alguns apartamentos de um prédio localizado em nível inferior. Naquele lugar o trem diminuía a velocidade e por isso o rapaz podia observar através da janela de um dos apartamentos, uma senhora idosa deitada sobre a cama. Ele via aquela cena há mais de um mês. A senhora certamente convalescia de alguma enfermidade, pensava o moço ao vê-la. O jovem começou a ter pena dela e desejou vê-la restabelecida. Num domingo, achando-se casualmente naquelas imediações, cedeu a um impulso sentimental e foi até o prédio onde a senhora morava. Perguntou ao porteiro o nome da senhora doente e depois enviou-lhe um cartão com votos de restabelecimento, assinando apenas: "Um rapaz que passa diariamente de trem." Dentro de uma semana mais ou menos, a caminho de casa no trem, o jovem olhou como sempr...

A Tormenta

A Tormenta Contam que um dia um camponês pediu a Deus que lhe permitisse mandar sobre a Natureza para - segundo ele - conseguir melhores colheitas. E Deus lhe concedeu! Então, quando o camponês queria chuva ligeira, assim acontecia; quando pedia sol, este brilhava em seu esplendor; se necessitava mais água, chovia mais regularmente, etc. Mas quando chegou o tempo da colheita, sua surpresa e estupor foram grandes porque o resultado foi um total fracasso. Desconcertado e meio aborrecido perguntou a Deus porque aconteceu aquilo, se ele havia escolhido os climas que achou adequados. Deus respondeu: - Tu pediste o que quiseste, mas não o que de verdade convinha. Nunca pediu tormentas, e estas são muito necessárias para limpar a semente, afugentar aves e animais que a consomem, e purificá-la de pragas que a destroem...

O Temperamental

O Rapaz temperamental Era uma vez um rapaz muito temperamental. Um dia seu pai deu-lhe uma sacola cheia de pregos e disse-lhe que, toda vez que perdesse a calma, deveria pregar um prego na cerca de madeira que separava o pomar da casa. No primeiro dia pregou 37 pregos. Mas pouco a pouco começou a controlar seu temperamento, porque descobriu que era muito mais fácil controlá-lo que pregar pregos na cerca. Finalmente chegou o dia em que o rapaz não perdeu a calma por nada. Contou ao pai e este lhe sugeriu que por cada dia que controlasse seu temperamento arrancasse um prego da cerca. Os dias foram passando e o jovem pôde finalmente dizer ao pai que já tinha arrancado todos os pregos da cerca. O pai, então, levou seu filho pela mão até a cerca: - Olhe, meu filho, você fez muito bem. Mas, observe estes buracos que ficaram na cerca. A cerca já não será mais a mesma... Quando você perde a calma com alguém e o maltrata ou o insulta, deixa uma cicatriz como este buraco na cerca... É como ...

O Terno

Um Terno Mahatma Gandhi é um dos personagens mais famosos da Índia. Suas lições e mensagens mantém ainda toda a sua atualidade. Em certa ocasião foi convidado a uma festa pelo governador inglês. Ele se apresentou vestido de tanga, que era sua veste habitual, pois dessa maneira se sentia mais próximo da população mais pobre da Índia. Quando chegou ao palácio do governador, para participar da festa para a qual tinha sido convidado, os guardas não o deixaram entrar. Ele, então, voltou para sua casa. Pegou um terno dobrou-o e fez um pacote com ele. Chamou um mensageiro e enviou o pacote ao governador. O governador, surpreso ao abrir o pacote, telefonou a Gandhi perguntando-lhe para que era o eterno. Gandhi respondeu: - Fui convidado para a sua festa, mas não me permitiram entrar por causa da minha roupa. Se é a roupa que vale, eu lhe envio o meu terno.

Os Três cachimbo

Os Três cachimbos Em certa ocasião, um membro de uma tribo de índios apresentou-se furioso diante do cacique o informou de que estava decidido a vingar-se de um inimigo que o tinha ofendido gravemente. Iria matá-lo imediatamente. O cacique escutou-o atentamente e disse-lhe que executasse sua vingança, mas antes tinha que encher seu cachimbo de fumo, sentar-se ao pé da árvore sagrada e fumar calmamente até acabar o fumo. Assim fez. Tardou uma hora em fumar o cachimbo. Depois sacudiu as cinzas e foi procurar o cacique. - Pensei melhor - disse ao cacique. - Creio que exagerei querendo matar meu inimigo. O que devo fazer é dar-lhe uma boa surra para que nunca mais se esqueça da ofensa que me fez. Outra vez, o velho cacique aprovou a sua decisão, mas novamente lhe pediu que antes enchesse seu cachimbo e o fosse fumá-lo sob a mesma árvore sagrada. O índio cumpriu novamente o pedido do cacique e durante meia hora fumou e meditou... Foi de novo ao encontro do cacique e lhe disse que pensa...

As três questões

Três questões Conta-se que num país longínquo, há muitos séculos, um rei se sentiu intrigado com algumas questões. Desejando ter respostas para elas, resolveu organizar um concurso do qual todas as pessoas do reino poderiam participar. O prêmio seria uma enorme quantia em ouro, pedras preciosas, além de títulos de nobreza. Seria premiado com tudo isto, quem conseguisse responder a três questões: 1. "Qual é o lugar mais importante do mundo?" 2. "Qual é a tarefa mais importante do mundo?" 3. "Quem é a pessoa mais importante do mundo?" Sábios e ignorantes, ricos e pobres, crianças, jovens e adultos se apresentaram, tentando responder às três perguntas. Para desconsolo do rei, nenhum deles deu uma resposta que o satisfizesse. Em todo o território um único homem não se apresentou para tentar respondê-las. Era alguém considerado sábio, mas a quem não importavam as fortunas nem as honrarias da terra. O rei convocou esse homem para vir à sua presença e tentar ...

O Milagre que se chama amizade

O Milagre que se chama amizade Um dia, Pedro estava voltando para casa, vindo da escola, quando percebeu que o aluno andando na frente dele tinha tropeçado e deixado cair todos os livros que ele estava carregando, uma bola de futebol e um pequeno radinho. Pedro ajoelhou-se, ajudou-o a pegar os seus objetos que estavam esparramados pelo chão. Já que eles estavam indo na mesma direção, Pedro ajudou a carregar um pouco os objetos. Enquanto eles caminhavam, Pedro descobriu que o nome dele era Toinho, que ele adorava videogame, futebol e internet; que estava no 9o ano e que tinha muita dificuldade com quase todas as matérias, e que tinha acabado de brigar com sua namorada. Eles chegaram à casa de Toinho e Pedro foi convidado a entrar para tomar um suco e assistir um pouco de televisão. A tarde passou agradavelmente com algumas risadas e um papinho de vez em quando, até que Pedro decidiu ir para casa. Eles continuaram a se encontrar na escola, almoçavam juntos de vez em quando, até q...

Um Sujeito foi ao psiquiatra

Um Sério problema O sujeito foi ao psiquiatra. - Doutor, estou com um problema. Toda vez que me deito na cama, acho que tem alguém embaixo. Aí eu vou embaixo da cama e acho que tem alguém em cima. Pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima. Estou ficando maluco! - Deixe-me tratar de você durante dois anos, - disse o psiquiatra. - Venha três vezes por semana e eu curo este problema. - E quanto o senhor cobra? - perguntou o paciente. - R$ 120,00 por sessão - respondeu o psiquiatra. - Bem, eu vou pensar - conclui o sujeito. Passados seis meses, eles se encontraram na rua. - Por que você não me procurou mais? - Perguntou o psiquiatra. - A 120 paus a consulta, três vezes por semana, durante dois anos, ia ficar caro demais, ai um sujeito num bar me curou por 10 reais. - Ah é? Como? - Perguntou o psiquiatra. O sujeito respondeu: - Por R$ 10,00 ele cortou os pés da cama...

Vinho de todos

O Vinho de todos Numa região vinícola, um pequeno vilarejo se destacava dos outros pelas suas videiras bem cuidadas, que produziam um dos melhores vinhos das redondezas. Uma vez por ano, o povo celebrava uma grande festa para comemorar a colheita das uvas e o primeiro vinho novo. A tradição exigia que nessa festa cada morador do vilarejo trouxesse uma garrafa de seu melhor vinho para colocar dentro de um grande barril, que ficava na praça central. Mas um dos moradores se perguntou: - Por que deverei eu levar uma garrafa do meu melhor vinho? Levarei uma garrafa de água e a esvaziarei no barril. No meio de tanto vinho não se notará a falta do meu. Assim pensou e assim o fez. No auge das comemorações, como era de costume, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca para beber daquele vinho cuja fama se estendia por toda a região. Contudo, ao abrir a torneira do barril, um silêncio tomou conta da multidão. Daquele barril saiu apenas água. Como isso aconteceu? Foi porque tod...

A Vingança do leopardo

A Vingança do leopardo Uma vez um filhote de leopardo afastou-se de casa e se aventurou entre uma grande manada de elefantes. Seus pais o tinham advertido para manter distância daqueles gigantescos animais, mas ele não lhes deu ouvidos. De repente, houve um estouro da manada e um elefante, sem sequer vê-lo, pisou no filhote. Pouco depois uma hiena encontrou o corpo e correu a contar aos pais. - Trago notícias horríveis - ela disse. - Encontrei seu filhote morto na savana. A mãe e o pai leopardos deram urros de raiva e desespero. - Como aconteceu? - perguntou o pai - Diga quem fez isso com nosso filho! Não descansarei até me vingar! - Foram os elefantes - disse a hiena. - Os elefantes? - disse o pai leopardo, surpreso - Você disse que foram os elefantes? - Sim - disse a hiena, - vi as pegadas deles. O leopardo andou de um lado para o outro, rosnando e balançando a cabeça. - Não, você se enganou - disse por fim. - Não foram os elefantes. Foram as cabras. As cabras assassinaram me...

Consegue me ouvir

Você consegue me ouvir Um homem estava com muitas dificuldades para comunicar-se com a sua esposa e começou a desconfiar que ela estava ficando surda. Uma noite eles estavam sentados na sala e ele resolveu fazer um teste. Sentado numa cadeira o mais longe possível de sua esposa ele sussurrou: - Você consegue me ouvir? Nenhuma resposta. Então, levantou-se e foi um pouco mais perto e voltou a sussurrar: - Você consegue me ouvir? Mesmo assim não obteve resposta. Sem fazer barulho, ele, então, foi para mais perto e sussurrou: - Você consegue me ouvir? E, mais uma vez, ele não recebeu nenhuma resposta. Finalmente, colocou-se bem atrás da esposa e sussurrou: - Você consegue me ouvir? Para a sua surpresa, ele ouviu uma resposta irritada: - Pela quarta vez, é claro que estou ouvindo você! Era ele que estava com problemas de audição e por isto não se comunicava bem com a esposa.

O Viajante

O Viajante Um dia, Nasrudin, um homem sábio, estava cortando lenha à beira da estrada, a uns poucos quilômetros da cidade. Transcorrido algum tempo, um homem veio pela estrada, caminhando na direção da cidade, e perguntou a Nasrudin: - O senhor poderá dizer-me quanto tempo levarei até chegar a cidade? Nasrudin ouviu-o e ergueu a vista da sua tarefa, mas nada disse. Por isso o homem, em voz mais alta, insistiu: - Quanto tempo levarei para chegar até a cidade? Mas Nasrudin continuou em silêncio. Dessa vez o homem bramiu, indignado: - Quanto tempo levarei para chegar a cidade? Como Nasrudin continuasse mudo, o homem chegou à conclusão de que ele era surdo; e assim se pôs a caminhar depressa rumo à cidade. Nasrudin observou-o a caminhar por uns instantes e de repente gritou-lhe: - Uma hora! - Por que não me disse isso antes? - Desabafou-se o zangado viajante. - Porque eu primeiro precisava conhecer a velocidade da sua marcha - respondeu Nasrudin. Lenda oriental

Viajante sedento

Viajante sedento O grande mestre estava ensinando a seus discípulos, contando a seguinte história: Lentamente, o sol se havia ocultado e a noite havia caído por completo. Pela imensa planície da Índia deslizava um trem como uma descomunal serpente queixosa. Vários homens compartilhavam um vagão e, como faltavam muitas horas para chegar ao destino, decidiram apagar a luz e dormir. O trem prosseguia sua marcha. Transcorreram alguns minutos e os viajantes começaram a conciliar o sono. Levava um bom número de horas de viagem e estavam muito cansados. De repente, começaram a escutar uma voz que dizia: - Ai, que sede que eu tenho! Ai que sede que eu tenho!... Assim uma e outra vez, insistente e monotonamente. Era um dos viajantes que não cessava de queixar-se de sua sede, impedindo de dormir ao resto de seus companheiros. Já resultava tão molesta e repetitiva sua queixa, que um dos viajantes se levantou, saiu e voltou com um copo de água. O homem sedento bebeu com avidez a água. Ou...

A Planta rara

A Planta rara Uma jovem esposa, muito rica, tinha tudo o que podia desejar: um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego em que se sentia muito bem e uma família unida. Mas ela não conseguia conciliar tudo isso: se o trabalho exigia muito tempo, tirava-o dos filhos; se tinha que resolver problemas, deixava de lado o marido. Dessa maneira, as pessoas que ela amava, eram sempre deixadas para depois. Um dia, seu pai, um homem sábio e prudente, especialista em botânica, foi visitá-la e lhe deu de presente um vaso com uma pequena planta com flores maravilhosas que exalavam um perfume extraordinário. Uma planta raríssima, único exemplar existente no mundo. - Filha - disse o pai. - Cuide desta planta. Ela a ajudará muito, mais do que pode imaginar! Só é necessário que a regue e pode de vez em quando e que às vezes converse com ela. E ela a compensará com esse prodigioso perfume e com essas flores fascinantes. A jovem ficou muito emocionada com o presente do pai. As flores eram, re...

Tomando café juntos

Tomamos café juntos Um professor, diante de sua classe, sem dizer uma só palavra, pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golf. Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e imediatamente todos disseram que sim. O professor então pegou uma caixa de bolas de gude e esvaziou-a dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golf. O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim. Em seguida, pegou uma caixa de areia e esvaziou-a dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora estava cheio. O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote umedecendo a areia. Os estudantes riam da situação, quando o professor falou: - Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de golf são os elementos mais importantes, como Deus, a f...

Viver como as flores

Viver como as flores Era uma vez um jovem que caminhava ao lado do seu mestre. Ele perguntou: - Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes, outras mentirosas... sofro com as que caluniam... - Pois viva como as flores! - advertiu o mestre. - Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo. - Repare nestas flores - continuou o mestre - apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas... É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros nos importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora... Não se deixe contaminar por tudo aquilo que o rodeia... Assim, você esta...

O Vaso de porcelana

O Vaso de porcelana O Grande Mestre e o Guardião dividiam a administração de um Mosteiro budista. Certo dia o Guardião morreu e foi necessário substituí-lo. O Grande Mestre reuniu todos os discípulos para escolher quem teria a honra de trabalhar diretamente a seu lado. - Lembrem-se - disse o Grande Mestre - que a função do Guardião é manter a união e o amor entre todos os membros da nossa comunidade. Por isso, apresento-lhes um problema. Aquele que primeiro o resolver será o novo Guardião do Templo. Terminado seu curto discurso, colocou um banquinho no meio da sala e sobre ele um vaso de porcelana caríssimo, com uma rosa vermelha que o adornava. - Este é o problema - disse o Grande Mestre. - Resolvam-no! Os discípulos contemplaram perplexos o "problema". Viram os desenhos sofisticados e raros da porcelana, a fragrância e beleza da flor... Que representava aquilo?... O que fazer?... Qual seria o enigma? Passou o tempo sem que ninguém acertasse o que fazer a não ser fica...

Uma Pessoa honesta

Uma Pessoa honesta O rei estava desesperado porque não conseguia um novo arrecadador de impostos. - Não há, neste país, uma pessoa honesta que possa arrecadar os impostos sem roubar dinheiro? - Lamentava-se o rei. Chamou imediatamente seu conselheiro mais sábio e explicou-lhe o problema. - Publicai um pregão, anunciando que estais buscando um novo arrecadador - explicou o conselheiro, - e deixai o resto por minha conta. Foi feito o pregão e, naquela mesma tarde, o salão do palácio encheu-se de gente. Todos, grandes ou pequenos, gordos ou magros, velhos ou jovens, elegantemente vestidos, menos um pobre homem vestido com roupas amarrotadas e bastante gastas. Os demais riam-se dele: - O rei não vai escolher um pobre homem como esse, para seu arrecadador - diziam. Finalmente o sábio conselheiro chegou. - O rei os está esperando - disse-lhes. - Para chegar até seus aposentos, deverão passar por este corredor, tão estreito que só pode passar um de cada vez. O corredor era muito escu...