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No amor, mil almas, mil maneiras diferentes

No amor, mil almas, mil maneiras diferentes Nem todas as mulheres experimentam os mesmos sentimentos. Encontrareis mil almas com mil maneiras diferentes. Para as conquistar, empregai mil maneiras. a mesma terra não produz todas as coisas: tal convém à vinha, tal à oliveira; aqui despontarão cereais em abundância. Há nos corações tantos caracteres diferentes, quantos rostos há no mundo. O homem prudente acomodar-se-á a estes inumeráveis caracteres; novo proteu, tão depressa se diluirá em ondas fluidas para logo ser um leão, uma árvore, um javali de eriçadas cerdas. Os peixes apanham-se aqui com o arpão, ali com o anzol, acolá com as redes puxadas pela corda estendida e o mesmo método não convirá a todas as idades: uma corça velha descobrirá a armadilha de mais longe; se te mostrares experiente junto de uma noviça, demasiado petulante junto de uma recatada, ela desconfiará que a vais tornar infeliz. Assim é que a mulher que às vezes teme entregar-se a um homem honesto caiu vergonhos...

Devoradores de Sonhos

Baku, Devoradores de sonhos Sua origem remonta à China antiga, que o descreve como um animal semelhante a um bode com nove caudas, quatro orelhas e olhos em suas costas. Baku, o mito foi levado para o Japão por volta do século XIV, a partir daí, a descrição da besta mudou ao longo do tempo. É geralmente descrita como uma curiosa criatura com o tronco e as presas de um elefante, olhos de rinoceronte, a cauda de uma vaca, e as patas de um tigre. Segundo um documento do período Edo (1603-1868) que diz: “Nas montanhas do sul, vive uma besta. Ele tem uma tromba de elefante, os olhos de um rinoceronte, um rabo de boi, e as patas de um tigre. Seu corpo é amarelo e preto, e é chamado de Mò(na China). Dormindo sobre sua pele pode-se afastar a peste. Um homem deve fazer um esboço do Mo, a fim de ser protegido do mal”. No reino dos sonhos, o Baku é um espírito benevolente que protege as pessoas contra os terrores dos pesadelos. A imagem da criatura, quando colocada como ornamentos nas cam...

Povo do Céu

Tennins Povo do Céu Essas belas criaturas aladas foram importadas do budismo chinês, que foi influenciado pelos conceitos de seres celestes encontrados no taoismo e no budismo indiano. Tennins são mencionados em sutras budistas, e suas descrições formam a base para representações na arte japonesa, em pinturas, esculturas e peças de teatro. Originalmente os Tennins são considerados servos dos “Devas” (deuses em sânscrito na cultura hindu).  Habitam o céu budista como companheiros de Buda e Bodisatvas (seres iluminados), porém, algumas lendas retratam os tennins como criaturas solitárias que vivem em picos de montanhas. Muitos peregrinos já escalaram altas montanhas na tentativa de encontrar esses seres sagrados. Tennins são criaturas mais poderosas e com maior longevidade do que os humanos e demais seres celestiais, como os Yaksha (classe de espíritos da natureza responsáveis pela manutenção das raízes das árvores e dos tesouros naturais escondidos na terra). As tennyos (donzel...

O Homem sem cérebro

Um Homem sem cérebro Esta é a aventura de um moço famoso, conhecido na Argélia por vários nomes. Era como um louco que vendia a sua sabedoria, que zurrava como um jumento para ser ouvido, e que às vezes era muito esperto e invencível. Um dia, ele encontrou alguns amigos prontos para combater. Tinham escudos, lanças, arcos e muitas flechas. - Aonde vão desse jeito? - perguntou-lhes. - Você não sabe que somos soldados profissionais? Vamos participar de uma grande batalha, que promete ser muito violenta! - Muito bem, eis a oportunidade que eu tenho para ver o que acontece nessas coisas de que ouvi falar, mas que nunca vi com os meus próprios olhos. Deixem-me ir com vocês, só desta vez! - Está bem! Seja bem-vindo! E lá foi ele com o pelotão que se ia juntar ao exército. Ao chegar ao campo da batalha, a primeira flecha acertou-lhe em cheio na testa! - Depressa! Um cirurgião! - gritaram seus amigos. O médico chegou, examinou o ferido, meneou a cabeça e declarou: - A ferida é profunda...

Um Homem mau

O Homem mau Vivia numa cidade um homem que, na opinião de todos, era o cúmulo da ruindade... Vivia sozinho, não tinha amigos, não permitia que passassem em sua calçada, detestava animais, quando a bola dos garotos caia em seu quintal ele a furava... O povo dizia que quando ele morresse não haveria quatro pessoas para carregar seu caixão. Na mesma cidade vivia um outro cidadão que tinha uma peculiaridade: acompanhava todos os enterros que ali ocorriam e no cemitério tinha o hábito de louvar as qualidades do falecido, antes do caixão baixar ao túmulo. Aconteceu então um dia, que o homem ruim, morreu. E na cidade, onde se dizia que não haveria quatro pessoas para carregar o caixão, foi o enterro mais concorrido de que se tinha notícia, não pelo morto, mas pelo outro personagem, pois todos queriam ouvir que qualidades ele teria para louvar naquele morto. Quando o caixão estava pronto para baixar ao túmulo, todos olharam para o homem que ia elogiar o morto. E o homem disse: - Coita...

Um Gesto

Um Gesto Um jovem pegava todos os dias o mesmo trem, no subúrbio onde morava, até o centro da cidade, onde trabalhava. O trem sempre passava por um viaduto de onde se podia ver o interior de alguns apartamentos de um prédio localizado em nível inferior. Naquele lugar o trem diminuía a velocidade e por isso o rapaz podia observar através da janela de um dos apartamentos, uma senhora idosa deitada sobre a cama. Ele via aquela cena há mais de um mês. A senhora certamente convalescia de alguma enfermidade, pensava o moço ao vê-la. O jovem começou a ter pena dela e desejou vê-la restabelecida. Num domingo, achando-se casualmente naquelas imediações, cedeu a um impulso sentimental e foi até o prédio onde a senhora morava. Perguntou ao porteiro o nome da senhora doente e depois enviou-lhe um cartão com votos de restabelecimento, assinando apenas: "Um rapaz que passa diariamente de trem." Dentro de uma semana mais ou menos, a caminho de casa no trem, o jovem olhou como sempr...

A Tormenta

A Tormenta Contam que um dia um camponês pediu a Deus que lhe permitisse mandar sobre a Natureza para - segundo ele - conseguir melhores colheitas. E Deus lhe concedeu! Então, quando o camponês queria chuva ligeira, assim acontecia; quando pedia sol, este brilhava em seu esplendor; se necessitava mais água, chovia mais regularmente, etc. Mas quando chegou o tempo da colheita, sua surpresa e estupor foram grandes porque o resultado foi um total fracasso. Desconcertado e meio aborrecido perguntou a Deus porque aconteceu aquilo, se ele havia escolhido os climas que achou adequados. Deus respondeu: - Tu pediste o que quiseste, mas não o que de verdade convinha. Nunca pediu tormentas, e estas são muito necessárias para limpar a semente, afugentar aves e animais que a consomem, e purificá-la de pragas que a destroem...

O Temperamental

O Rapaz temperamental Era uma vez um rapaz muito temperamental. Um dia seu pai deu-lhe uma sacola cheia de pregos e disse-lhe que, toda vez que perdesse a calma, deveria pregar um prego na cerca de madeira que separava o pomar da casa. No primeiro dia pregou 37 pregos. Mas pouco a pouco começou a controlar seu temperamento, porque descobriu que era muito mais fácil controlá-lo que pregar pregos na cerca. Finalmente chegou o dia em que o rapaz não perdeu a calma por nada. Contou ao pai e este lhe sugeriu que por cada dia que controlasse seu temperamento arrancasse um prego da cerca. Os dias foram passando e o jovem pôde finalmente dizer ao pai que já tinha arrancado todos os pregos da cerca. O pai, então, levou seu filho pela mão até a cerca: - Olhe, meu filho, você fez muito bem. Mas, observe estes buracos que ficaram na cerca. A cerca já não será mais a mesma... Quando você perde a calma com alguém e o maltrata ou o insulta, deixa uma cicatriz como este buraco na cerca... É como ...

O Terno

Um Terno Mahatma Gandhi é um dos personagens mais famosos da Índia. Suas lições e mensagens mantém ainda toda a sua atualidade. Em certa ocasião foi convidado a uma festa pelo governador inglês. Ele se apresentou vestido de tanga, que era sua veste habitual, pois dessa maneira se sentia mais próximo da população mais pobre da Índia. Quando chegou ao palácio do governador, para participar da festa para a qual tinha sido convidado, os guardas não o deixaram entrar. Ele, então, voltou para sua casa. Pegou um terno dobrou-o e fez um pacote com ele. Chamou um mensageiro e enviou o pacote ao governador. O governador, surpreso ao abrir o pacote, telefonou a Gandhi perguntando-lhe para que era o eterno. Gandhi respondeu: - Fui convidado para a sua festa, mas não me permitiram entrar por causa da minha roupa. Se é a roupa que vale, eu lhe envio o meu terno.

Os Três cachimbo

Os Três cachimbos Em certa ocasião, um membro de uma tribo de índios apresentou-se furioso diante do cacique o informou de que estava decidido a vingar-se de um inimigo que o tinha ofendido gravemente. Iria matá-lo imediatamente. O cacique escutou-o atentamente e disse-lhe que executasse sua vingança, mas antes tinha que encher seu cachimbo de fumo, sentar-se ao pé da árvore sagrada e fumar calmamente até acabar o fumo. Assim fez. Tardou uma hora em fumar o cachimbo. Depois sacudiu as cinzas e foi procurar o cacique. - Pensei melhor - disse ao cacique. - Creio que exagerei querendo matar meu inimigo. O que devo fazer é dar-lhe uma boa surra para que nunca mais se esqueça da ofensa que me fez. Outra vez, o velho cacique aprovou a sua decisão, mas novamente lhe pediu que antes enchesse seu cachimbo e o fosse fumá-lo sob a mesma árvore sagrada. O índio cumpriu novamente o pedido do cacique e durante meia hora fumou e meditou... Foi de novo ao encontro do cacique e lhe disse que pensa...